ITA Psicologia e Saúde

Descobrir que o filho está sofrendo bullying pode ser difícil para qualquer família.

Além da preocupação com o que está acontecendo na escola, surgem muitas dúvidas: como conversar? O que fazer? Como ajudar a criança a recuperar a confiança?

O primeiro passo é entender que o bullying não deve ser tratado como uma simples brincadeira ou como algo que a criança precisa enfrentar sozinha.

Experiências repetidas de humilhação, exclusão, ameaças ou agressões podem afetar a maneira como a criança se percebe e se relaciona com outras pessoas.

Como o bullying pode afetar uma criança?

Cada criança reage de uma maneira. Algumas conseguem falar sobre o que estão vivendo; outras podem esconder o que acontece por vergonha, medo ou por acreditar que ninguém poderá ajudá-las.

Alguns sinais que merecem atenção incluem:

  • resistência ou medo de ir à escola;
  • mudanças repentinas de comportamento;
  • isolamento;
  • irritabilidade;
  • alterações no sono;
  • queda no desempenho escolar;
  • queixas físicas frequentes;
  • tristeza ou ansiedade;
  • perda de interesse por atividades que antes gostava.

Nenhum desses sinais, isoladamente, significa que a criança está sofrendo bullying. Mas mudanças persistentes no comportamento merecem ser observadas.

O que os pais podem fazer?

Uma das atitudes mais importantes é escutar sem minimizar.

Frases como “não liga para isso”, “é só uma brincadeira” ou “você precisa aprender a se defender” podem fazer com que a criança se sinta ainda mais sozinha.

Em vez disso, tente demonstrar disponibilidade:

“Eu quero entender o que está acontecendo.”

“Você não precisa resolver isso sozinho.”

“Eu acredito em você.”

A criança precisa saber que pode contar com os adultos responsáveis por sua proteção.

Também é importante conversar com a escola e buscar medidas para interromper a situação. O enfrentamento do bullying não deve ser responsabilidade exclusiva da criança.

A psicoterapia pode ajudar?

Sim. A psicoterapia pode oferecer um espaço para que a criança consiga falar sobre o que aconteceu e compreender melhor as emoções envolvidas.

Durante o acompanhamento, o psicólogo pode trabalhar questões como autoestima, ansiedade, relações sociais, comunicação e estratégias para lidar com situações difíceis.

O objetivo não é ensinar a criança simplesmente a “aguentar” o bullying. É ajudá-la a compreender o que está vivendo, fortalecer seus recursos emocionais e garantir que ela tenha adultos e profissionais preparados para protegê-la.

Quando procurar ajuda psicológica?

Se a experiência estiver provocando mudanças significativas no comportamento, sofrimento emocional, isolamento ou prejuízos na rotina, procurar um psicólogo pode ser um passo importante.

A criança não precisa esperar que o sofrimento se torne insuportável para receber ajuda.

Na Ita Clínica Multidisciplinar, o acompanhamento psicológico infantil é realizado de forma individualizada, considerando a história e as necessidades de cada criança.

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